Agora essa do Enem. Não dá para acreditar. Uma coisa que foi inventada para dar mais chances para os alunos mostrarem suas reais capacidades de enfrentar o mundo, que deve ter sido planejada para ensinar nossos jovens a vencerem grandes desafios. E a única coisa que o Enem acabou ensinando é que é muito mais fácil roubar a prova do que estudar para ela. Se bem que eu sempre achei esse negócio de medir a capacidade de um aluno por meio de uma prova uma coisa meio idiota. Você pode até medir, sei lá, o auto-controle dos alunos. Ou sua sorte para chutar melhor que o outro. Mas não sua inteligência real. Ainda mais quando eu soube que, esse ano, eles resolveram fazer uma prova de cinco horas e tanto. Mas isso é uma prova para medir a resistência física dos alunos, ou sua capacidade intelectual? Porque, faça-me o favor. Não existe alma nesse mundo que consiga passar cinco horas em cima de uma prova, respondendo coisas tão diferentes como a fórmula química do cianureto de potássio e em que ano o Napoleão foi derrotado. Mas, tudo bem. Agora não também adianta mais pensar em mudanças. Com esse rolo todo do roubo da prova, pode esquecer o Enem e começar a pensar em outra coisa. Porque não vai ter um aluno que se dê mal na prova que não vai virar para os pais e dizer: - É sacanagem, no Brasil só os filhinhos de papai é que se dão bem... - E quem é que vai ter coragem de dizer para eles que é mentira?
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