Tudo bem. Pode ter sido um grande jogo de cena. Ou um arrependimento tardio. Ou, até mesmo, um último espasmo de ética no PT. Mas que foi engraçado o Suplicy lá na tribuna do Senado, com aquele cartão vermelho levantado para o Sarney, isso foi. E digo mais. Eu acho que todo mundo deveria começar a andar por aí, com um cartão amarelo e um vermelho o tempo todo, nas 24 horas do dia. Sabe quando a gente está ali, naquela fila enorme para fazer o prato na festa de casamento, e aí entra na nossa frente aquela senhora gorda puxando o marido pelo braço dizendo "vem logo, Adamastor, vem logo"? Então, o que a gente pode fazer numa situação dessas? Um escândalo? Não seria mais fácil mostrar um cartão vermelho para a mulher e fazer com que os seguranças a levassem delicadamente para o fim da fila? Ou então quando a gente fica três horas numa fila de banco e, quando chega nossa vez, o caixa vira pra gente e diz que aquela conta não pode ser paga ali, só nos caixas eletrônicos? Em vez de você aplicar uma surra na coitada da moça do caixa, não seria mais civilizado simplesmente mostrar um cartão amarelo para ela e, quem sabe, um vermelho para a porcaria do gerente do banco?O lance do cartão é até que uma boa idéia, gente. Mas é claro que todo mundo está sabendo que o Sarney não vai sair lá da presidência do Senado só por causa de uma idiotice dessas do Suplicy. Aliás, eu acho que ele não sai de lá nem a tiro. Deve ser muito bom ser presidente do senado no Brasil, né?
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